INSERÇÃO DE ENGENHEIROS NO MERCADO DE TRABALHO DE LONDRINA/PR: uma análise dos formandos entre 2014 e 2019


INSERÇÃO DE ENGENHEIROS NO MERCADO DE TRABALHO DE LONDRINA/PR: uma análise dos formandos entre 2014 e 2019
Ronaldo Octaviano Diniz Junqueira Filho

É recorrente no Brasil, uma discussão sobre uma possível escassez de engenheiros hoje e no futuro na medida em que se consideram as perspectivas do desenvolvimento possível e desejável para nossa nação.

No entanto, alguns estudos colocam em dúvida esta hipótese.  A relação entre oferta e demanda por engenheiros, considerando a tendência de egressos de engenharia no mercado, somente traria riscos de apagão de mão-de-obra se o Brasil crescesse em padrões indianos ou chineses por toda a década de 2011-2020 (MACIENTE; ARAUJO, 2011).

Por outro lado, alguns estudos mostram que se existir problema de oferta de mão-de-obra, esta seria em ocupações que exigem baixa escolaridade (POMPERMAYER, et al, 2011). Já estudo de Oliveira de Araujo (2016), mostra que menos da metade dos formados permanecem como ‘engenheiros típicos’.

Londrina forma mais de 600 novos engenheiros a cada ano. No entanto, não há pesquisas que indiquem como o mercado de trabalho está absorvendo estes novos profissionais.

A pergunta de partida: Em que atividades produtivas estão trabalhando os egressos de engenharia, formados entre 2014 e 2018 nas IES de Londrina? 

A responsabilidade social das Instituições de Ensino Superior (IES) está expressa em seus Projetos de Desenvolvimento Institucional (PDIs) e replicados nos Projetos Pedagógicos de Curso (PPCs) que, invariavelmente, colocam como premissa a inserção dos profissionais oriundos destes cursos no mundo do trabalho por meio da articulação entre o ensino, a pesquisa e a extensão e as demandas do setor produtivo.

Tal princípio coloca como um dos papeis de maior relevância dos cursos superiores a geração de mão de obra qualificada e especializada para o mercado de trabalho, contribuindo, assim, para resolução de problemas frequentes na comunidade. Este papel é mais explicito ainda nos cursos de engenharia, cuja formação está voltada a aplicação dos conhecimentos matemáticos, técnicos e científicos na criação, aperfeiçoamento e implementação de utilidades, que realizem uma determinada função ou objetivo, o que no mais das vezes, se dará no contexto do exercício profissional.

À despeito deste fundamental propósito, poucas informações tem as instituições quanto a inserção de seus egressos no mercado de trabalho e quanto dos saberes trabalhados dentro de seus cursos são realmente relevantes ou são mobilizados na consecução de suas tarefas dentro do ambiente de sua atuação profissional.