setembro 2020


setembro 2020

O consumidor Londrinense ainda patina com a perda de renda ocasionada pela pandemia e não consegue deixar o cadastro de inadimplentes no mesmo ritmo que no ano passado, apontam os dados da ACIL.

 

O indicador do Sistema de Proteção ao Crédito da Associação Comercial e Industrial de Londrina – ACIL, trabalha com dois grupos de consumidores: a) entrantes (restrição ao crédito) - aqueles que deixaram de pagar alguma conta e tiveram o nome incluído no cadastro de consumidores inadimplentes, e b) saintes (recuperação de crédito) - aqueles que estavam com o nome no cadastro de ‘restrição ao crédito’, mas negociaram suas dívidas e limparam o nome.

Os dados do mês de setembro apontam que 30% menos consumidores conseguiram pagar ou renegociar as dívidas que os levaram a ter seu nome incluído no cadastro de inadimplentes. Esta situação foi mais acentuada no mês de julho quando caiu praticamente pela metade o número de consumidores que limparam seu nome.

Ainda assim continua sendo um indicador que aponta para a dificuldade do consumidor londrinense em retornar à condição de tomador de crédito e pode restringir a base de consumidores comprando parcelado, agora que se aproxima o final do ano. Na média do ano, 31% menos consumidores conseguiram retirar seu nome do cadastro de maus pagadores.

Por outro lado, o percentual de consumidores que ingressaram na lista de maus pagadores em setembro é menor na comparação com o mesmo mês do ano passado, com 28% menos inclusões nesta listagem. Isso se explica fundamentalmente pela grande queda nas vendas a prazo, em função da instabilidade provocada pela pandemia, com pessoas perdendo seus empregos, lojas fechadas e clima de pessimismo.

No ano, este indicador aponta um recuo de 38% no número de consumidores incluídos no rol de maus pagadores na comparação com 2019.

De qualquer forma, com a recuperação dos empregos formais em Londrina, que nos últimos dois meses trouxe saldo positivo de 1.569 postos de trabalho com carteira assinada, trazem a confiança aos consumidores e ao comercio varejista para um final de ano bem menos dramático do que aquele que podia ser vislumbrado no auge da pandemia.