fevereiro 2021


fevereiro 2021

A quantidade de consumidores que tiveram seu nome incluído na lista de restrição ao crédito continua em queda pelo 16º mês consecutivo.  

 

O indicador do Sistema de Proteção ao Crédito da Associação Comercial e Industrial de Londrina – ACIL, trabalha com dois indicadores: a) consumidores entrantes (incluídos na restrição ao crédito) - aqueles que deixaram de pagar alguma conta e tiveram o nome incluído no cadastro de consumidores inadimplentes, e b) consumidores saintes (recuperaram acesso a crédito) - aqueles que estavam com o nome no cadastro de ‘restrição ao crédito’, mas negociaram suas dívidas e limparam o nome.

Os dados do mês de fevereiro mostram que o percentual de consumidores incluídos no cadastro de restrição ao crédito continua em queda, agora de 16% na comparação com o número de negativados em fevereiro de 2020. Em janeiro essa queda já havia sido de 34%, mas este número tem se mantido negativo desde outubro de 2019, mês que registrou aumento de 8,7% nas inclusões na lista de devedores.

Por um lado, estes números mostram que menos pessoas tem deixado de pagar suas contas na data de vencimento, mas também revela que o número de clientes que tem adquirido bens à prazo no mercado varejista de Londrina apresentou retração, em parte porque muitos estão evitando comprometimento de renda com compras parceladas e em parte porque a falta de renda causada pelo desemprego tira a possibilidade deste consumidor assumir financiamentos.

Por outro lado, a quantidade de consumidores que já estavam com seu nome na lista de negativados e que conseguiram sair após renegociar suas dívidas foi menor neste mês que em fevereiro do ano passado. Foram 16% menos pessoas que conseguiram limpar o nome o que indica a dificuldade por que passam as famílias em relação ao emprego e renda na nossa cidade.

O comércio como um todo, permanece apreensivo com o comportamento do consumidor em relação às vendas futuras, mas crente que a aprovação do auxílio emergencial possa servir de alento para reaquecer o mercado, pelo menos em parte.