agosto 2020


agosto 2020

O comercio varejista ainda não conseguiu recuperar o ritmo de vendas a crédito de antes da pandemia, é o que permite concluir os dados referentes aos percentuais de inadimplência da pesquisa da ACIL. 

 

O indicador do Sistema de Proteção ao Crédito da Associação Comercial e Industrial de Londrina – ACIL, trabalha com dois grupos de consumidores: a) entrantes (restrição ao crédito) - aqueles que deixaram de pagar alguma conta e tiveram o nome incluído no cadastro de consumidores inadimplentes, e b) saintes (recuperação de crédito) - aqueles que estavam com o nome no cadastro de ‘restrição ao crédito’, mas negociaram suas dívidas e limparam o nome.

Historicamente, a taxa de inadimplência é próxima a 5%, ou seja de cada 100 vendas a crédito, 5 delas não são pagas até 30 dias após seu vencimento. Quando são comparados os percentuais de inadimplência de agosto com o mesmo mês do ano passado, houve diminuição de 53% no número absoluto de consumidores que deixaram de pagar suas contas em dia.

Uma parte disso poderia ser explicada por uma maior disciplina financeira por parte do consumidor, mas o que mais justifica este percentual de redução na inadimplência é o recuo nas vendas a prazo pelo comercio varejista de Londrina, que ainda não conseguiu voltar aos patamares de antes da COVID-19.

Esta explicação também ajuda a entender um percentual menor de consumidores que conseguiram quitar ou negociar suas pendências e retirar seu nome do sistema de proteção ao crédito. Foram 34% menos pessoas que limparam seu nome em relação ao mesmo mês do ano passado. Com a redução nas vendas a prazo cai o potencial de inadimplentes e por consequência, a base dos que precisam limpar o nome cai proporcionalmente.