13 de setembro de 2021


13 de setembro de 2021

Olá meus caros.  No início do mês a Empresa de Consultoria Urban Systems, especializada em análise de dados demográficos publicou um ranking que ordena os 677 municípios com mais de 50 mil habitantes de acordo com seu nível de inteligência e conectividade, um conceito conhecido como Smart City ou Cidade Inteligente.

Denominada por esta consultoria como Connected Smart Cities, esta classificação colocou Londrina na 34ª cidade mais inteligente do Brasil. Mas é fato que o conceito de Cidades Inteligentes é ainda pouco conhecido e merece ser explorado, mesmo porque é um conceito em construção.

Ainda falta consenso em relação a definição do que seja uma Cidade Inteligente mas em um ponto todos concordam: é a visão holística, geral abrangente deste espaço geográfico que engloba indivíduos, instituições e tecnologia.

A União Europeia define Cidades Inteligentes como sistemas de pessoas interagindo e usando energia, materiais, serviços e financiamento para catalisar o desenvolvimento econômico e a melhoria da qualidade de vida.

Pessoalmente gosto mais de definição utilizada pela consultoria Urban Sistems que define cidades inteligentes como aquelas que se apoiam na tecnologia para promover um desenvolvimento social e econômico sustentável, tendo a sustentabilidade econômica como base da sustentabilidade ambiental e social.

Gosto desta definição na medida que ela advoga não ser possível que municípios atinjam sustentabilidade ambiental ou social, sem a base de um desenvolvimento econômico que garantirá uma reprodução dos ganhos nas outras esferas.

Bom, as 10 cidades mais inteligentes do mundo, segundo o Ranking elaborado pela Universidade de Navarra, na Espanha, em publicação de 2020 a ordem é esta: Londres (na Inglaterra); Nova York(nos Estados Unidos); Paris (na França) ; Tóquio (no Japão); Reykjavik (na Islandia); Copenhague (na Dinamarca); Berlim (na Alemanha) ; Amsterdã (Holanda) ; Singapura (em Singapura);  e Hong Kong (na China).

O que leva estas cidades a serem consideradas inteligentes são: o nível de educação da população, o acesso a serviços de internet;  saneamento básico, disponibilidade de serviços de mobilidade e a  economia compartilhada.

Voltando ao Brasil, para a elaboração do Ranking Connected Smart Cities a Empresa de Consultoria Urban Systems utiliza metodologia própria composta de 75 indicadores divididos entre 11 eixos: Urbanismo; Tecnologia e Inovação; Saúde; Segurança; Economia; Mobilidade; Meio Ambiente; Empreendedorismo; Educação; Energia e Governança.

Londrina como já disse, está classificada em 34º entre as cidades analisadas, em 10º entre as cidades do sul do país e em 22º quando consideradas as cidades com mais de ½ milhão de habitantes.

Nossa cidade se sobressai no eixo Saúde com a 14ª posição - destaque para agendamentos online de consulta na rede de saúde pública; e no eixo Economia na 20ª posição  - destaque para independência do setor público em que 94% das empresas são do setor privado.

Vamos mal no eixo Segurança – destaque para a falta de um Centro de Controle e Operações e no eixo Mobilidade – destaque para a falta de ciclovias, de semáforos inteligentes e de outros modais de transporte coletivo.

Espero que a coluna de hoje tenha colaborado para aclarar um pouco acerca do conceito de smart cities, e vale lembrar que distintos institutos poderão trazer diferentes ordens de classificação ou valorizar mais algum item que outro. Independentemente do quão assertivo possa ser um indicador, é importante que estas medições sejam realizadas, divulgadas e principalmente que sirvam de orientação para as políticas públicas.

Pensa nisso. Nos vemos na próxima coluna e até lá, se cuida.