09 de maio de 2022

09-05-22_-_ECONOMIA_PARA_TODOS

Olá meus caros. O Instituto de Desenvolvimento de Londrina (CODEL) com o apoio da Secretaria da Fazenda do município e o APL de Tecnologia da Informação e Comunicação (APL TIC) buscaram entender a relevância deste Setor de Tecnologia da Informação e Comunicação para nossa cidade.

Com o apoio o Núcleo de Pesquisa Econômicas Aplicadas (NuPEA) da UTFPR, foi realizado um levantamento inicial mostrando a evolução do segmento  em valores da arrecadação de Imposto Sobre Serviços entre 2015 e 2021 e sua dimensão como proporção do PIB de Londrina.   

Os resultados impressionam pela magnitude e crescimento do setor de Tecnologia da Informação e Comunicação, abreviado para TIC, nestes últimos 6 anos e trago estas informações com o propósito de, além de chamar a atenção para este segmento produtivo, também instigar aqueles que gostariam de participar dele.

O campo da Tecnologia da Informação e Comunicação é relativamente recente tendo despontado nos anos de 1990 na Grã-Bretanha, quando o governo passou a utilizar currículos documentados, e vai ganhar mais relevância na medida que novos campos de trabalho vão surgindo, atrelados ao TIC.

O Instituto de Geografia e Estatística (IBGE) define a área de TIC como “[...] a combinação de atividades industriais, comerciais e de serviços, que capturam eletronicamente, transmitem e disseminam dados e informação e comercializam equipamentos e produtos intrinsecamente vinculados a esse processo”.

O fato é que nos dias de hoje o setor de TIC é componente vital na transformação socioeconômica, melhorando aspectos da vida humana, tornando-a mais fácil, mais segura e mais agradável e está na base da construção de uma sociedade do conhecimento e da inclusão social.

Uma forma de entender a relevância de um setor em uma economia é levantar o quanto gera de arrecadação tributária. No caso da área de TIC, por estar associado a Serviços o ISSQN (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza) pode ser utilizado como métrica.

O ISSQN é o segundo maior gerador de receitas municipais logo abaixo do IPTU. Em 2021 arrecadou próximo a R$ 260 mi, sendo que, unicamente as atividades associadas ao TIC responderam por 43% deste total.

Mais importante que o próprio valor arrecadado foi o crescimento do setor ao longo dos últimos seis anos, que na média foi de 18,8% ao ano, saltando de R$ 40,4 mi em 2016 para os atuais R$ 112 mi.

Somente os serviços de Desenvolvimento e Licenciamento de Programas, Manutenção e Consultorias apresentaram arrecadação de R$ 60,5 mi em 2021, com um crescimento médio de impressionantes 23,9% ao ano.

Para fechar esta miríade de números, vale lembrar que a arrecadação do setor tem alíquota de 2% sobre o montante tributável. isto significa que o setor de TIC foi responsável por R$ 5,6 bi de um PIB estimado em R$ 22 bi em 2021. Não à toa faltarem profissionais para suprir crescimentos desta magnitude. Então é uma grande oportunidade para quem quer trabalhar ou investir neste segmento produtivo.

Pensa nisso. Te vejo na próxima coluna e até se cuida.


Marcos J. G. Rambalducci - Economista, é Professor da UTFPR.