02 de agosto de 2021


02 de agosto de 2021

02-08-2021_-_ECONOMIA_PARA_TODOS

Olá meus caros. Vivemos um momento econômico de nossa história onde boas notícias vêm permeadas por notícias provocadoras. Entre as  boas notícias temos a projeção de alta para 5,3% do PIB brasileiro feita pelo FMI e o saldo positivo de mais de 1,5 milhão de empregos formais no primeiro semestre  de 2021. Mas estas boas notícias vêm acompanhadas de projeção de inflação de 6,2% e o inverno rigoroso que estamos vivenciando pode levar esta inflação a mais de 7% com impacto direto sobre a renda das famílias mais pobres. Meu comentário de hoje tem este cenário como pano de fundo.

O resultado do CAGED divulgado na quarta-feira passada (29) mostra nossa cidade de Londrina recuperando os empregos formais. O primeiro semestre apresentou saldo positivo de 4.570 postos com carteira assinada. Londrina fechou os primeiros 6 meses do ano com pouco mais de 153 mil pessoas trabalhando com carteira assinada.  O setor de serviços absorve 51% deste total, seguido do Comércio com 29%, a Industria com 13% e a Construção Civil com 6%.

Proporcionalmente foi a Construção Civil a que mais gerou saldo positivo no emprego formal nestes primeiros 6 meses, com crescimento de quase 15% seguido pela Industria com crescimento de 5%. Comércio com 4% e Serviços com 1% completam o panorama.

Recuperamos o número de empregos que tínhamos logo antes da pandemia de COVID-19, mas estamos ainda longe dos 163 mil empregos de abril de 2015. De qualquer forma as projeções neste quesito são positivas para os próximos meses.

Se de um lado parece caminharmos para uma recuperação no emprego, a inflação tem subtraído poder de compra dos salários. O Relatório Focus do Banco Central na semana passada (23) já projetava uma inflação de 6,67 para o IPCA.  

Em Londrina, a inflação da Cesta Básica, levantada pelo Núcleo de Pesquisa Econômicas da - NuPEA da UTFPR, apontou uma aceleração de quase 4% no preço médio dos alimentos.

Os produtos agrícolas trouxeram uma elevação média de mais de 30% entre junho e julho, com destaque para a batata, a banana e o tomate. Na comparação com o preço da cesta básica de julho de 2020 o aumento foi de 28% e nos últimos 12 meses a cesta acumula alta de 19%. 

E o rigor do inverno deste ano vai trazer mais aumento no preço dos alimentos.  A consultoria financeira XP publicou nesta quinta-feira (29) uma estimativa de que as geadas registradas na última semana de julho no Sul e Sudeste vão elevar mais ainda a inflação

Café, hortaliças e frutas devem ser as culturas mais impactadas pelas baixas temperaturas, mas afetará também o preço do açúcar e dos grãos o que significa elevação na proteína animal, com aumento no custo de produção do leite e da carne.

Além do rigor deste inverno, o segundo semestre do ano começa pressionado com uma estiagem prolongada e o aumento no preço da energia elétrica.

Diante deste cenário, é fundamental mantermos atenção nos nossos custos, diminuindo o tempo de utilização do chuveiro, fazendo pesquisas de preços, e substituindo alimentos que estejam ocasionalmente mais caros. Sei que você já faz isso, mas redobre sua atenção aos detalhes.

Pensa nisso, Nos vemos na próxima coluna e até lá, se cuida.